Dia das mães! Me aterrorizava pensar nele até ano passado. Aquele dia que todos meus amigos estão com as suas mães em alguma casa de algum parente, celebrando a alegria de te-la perto, junto, no dia a dia!
Ano passado estava com meu pai e fui ver a minha Vó em Santos! Foi otimo, tranquilo!
Esse ano, tenho uma pessoa muito especial na minha vida: minha quase sogra! Uma grande mulher, super presente na vida dos filhos, uma Vó linda, queridissima e louca pelo neto. E uma sogra que tem o conceito de vida que minha mãe tinha: ganhamos uma filha e não perdemos um filho!
Então o dia das mães tem um significa diferente agora! Ontem fomos até o cemitério. Engraçado como as vezes eu preciso ir lá, ver e tocar no nome dela para ter certeza que ela realmente existiu e que isso tudo não passa de um pesadelo! Não gosto de ficar muito, mas ver seu nome faz tudo parecer real.
Depois fomos para casa da minha sogra, passamos o dia lá. Hoje, eu tinha que terminar de planejar a aula de quarta e ficamos em casa. Queria ter ido na minha irmã, mas fui absorvida pelo tempo! E o dia tinha quase terminado.
Fui tomar banho e sozinha veio a lembrança dela. Sua voz, seu sorriso, seu amor incondicional, nosso último dia das mães com ela... e me deu uma saudades louca, uma dor tão grande... a vontade de gritar, de arrancar meu coração do peito e jogar fora! Pensar em tudo do casamento que to vendo sem ela, em como eu queria ouvir sua opinião sobre tudo!
Ahhhhh... respiro.... respiro.... saio do banho e ligo para meu pai! Meu paizão, que esta tão longe, me deixando tão insegura de como ele esta, como esta a sua vida, sua saúde! Enlouqueço as vezes de pensar se ele esta bem, se esta se sentindo sozinho.... como as vezes, quando penso no que era a nossa familia, eu me sinto!
Tenho uma nova vida, novos planos, mas a lembrança de como tudo era com ela, é demais de dolorido! Faz tanto tempo, que eu sinto como se já tivesse passado 80 anos! Meu pai me acalma com sua voz tranquila, serena! “Ta tudo bem, minha filha”! Respiro, respiro. Vejo seu sorriso eternizado na foto e respiro!
Saudades... sobrevivemos, sem dúvida! Sentir saudades, dolorido, difícil de lidar, mas com a certeza de que ela existiu e participou da nossa vida por um tempo!
domingo, 9 de maio de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Em boca fechada não entra mosca!
Há muitas coisas que aprendemos com a vida todos os dias. Tem alguns que eu demoro muito a aprender. Por teimosia ou por convicção. Ainda não sei definir.
Semana passada tive uma mega dor de garganta. De perder a voz. Ela refletiu exatamente o que eu sentia... se não posso falar o que penso, calo! Quinta eu estava sem nenhum voz, fiquei ate com dor de cabeça de forçar para falar. Na quinta, em casa fiquei pensando e tentando achar em mim a razão por essa situação.
E sim, cheguei a muitas conclusões. Uma delas é que sou muito ingênua. Sou muito EU, me sinto muito a vontade nos lugares, com as pessoas então me liberto. O respeito é algo extremamente parte do meu senso, mas a liberdade é muito traiçoeira! Sei bem qual a minha parcela de culpa em tudo e por essa razão, eu sinto que mais uma vez troquei a pele camaleoa, e mudei. Não quero as mesmas experiências, e talvez isso reflita nas mesmas atitudes.
O meu modelo de atitude não esta funcionando. Então há uma necessidade imensa de mudança. Sexta o grande projeto já iniciou. E basicamente, a grande premissa para a mudança é: em boca fechada não entra mosca. Devo calar, parar de contar, de falar.
Se as situações se repetem na nossa vida é porque não aprendemos ainda com elas, certo? Preciso então pensar em agir diferente, em mudar a estratégia, em repensar todo o aprendizado e verificar onde foi o erro. Mas ai eu entro em choque com algumas convicções, que difícil.
Eu quero ficar na minha, cuidar da minha vida, fazer as minhas coisas, e lutar a minha luta. Curtir a minha família, ver meus sobrinhos crescerem, conversar com meu pai, curtir meu noivo. Mas tudo isso deve realmente ser feito em “off”. Tenho que aprender isso também.
Não quero me tornar aquela pessoa que não acredita nada nos seres humanos, mas o que a vida vem me ensinando é que devemos ser varias pessoas em situações diferentes. Somos uma profissional, diferente da filha, diferente da Irma que é diferente da nora e da cunhada. Cada situação exige uma de nós e temos que estar preparados para elas. Esse é o momento. Não vou deixar ninguém estragar a plantação e sim, isso é uma coisa que calhe a pena lutar!
Mas nunca mais sem lembrar: em boca fechada não entra mosca!
Semana passada tive uma mega dor de garganta. De perder a voz. Ela refletiu exatamente o que eu sentia... se não posso falar o que penso, calo! Quinta eu estava sem nenhum voz, fiquei ate com dor de cabeça de forçar para falar. Na quinta, em casa fiquei pensando e tentando achar em mim a razão por essa situação.
E sim, cheguei a muitas conclusões. Uma delas é que sou muito ingênua. Sou muito EU, me sinto muito a vontade nos lugares, com as pessoas então me liberto. O respeito é algo extremamente parte do meu senso, mas a liberdade é muito traiçoeira! Sei bem qual a minha parcela de culpa em tudo e por essa razão, eu sinto que mais uma vez troquei a pele camaleoa, e mudei. Não quero as mesmas experiências, e talvez isso reflita nas mesmas atitudes.
O meu modelo de atitude não esta funcionando. Então há uma necessidade imensa de mudança. Sexta o grande projeto já iniciou. E basicamente, a grande premissa para a mudança é: em boca fechada não entra mosca. Devo calar, parar de contar, de falar.
Se as situações se repetem na nossa vida é porque não aprendemos ainda com elas, certo? Preciso então pensar em agir diferente, em mudar a estratégia, em repensar todo o aprendizado e verificar onde foi o erro. Mas ai eu entro em choque com algumas convicções, que difícil.
Eu quero ficar na minha, cuidar da minha vida, fazer as minhas coisas, e lutar a minha luta. Curtir a minha família, ver meus sobrinhos crescerem, conversar com meu pai, curtir meu noivo. Mas tudo isso deve realmente ser feito em “off”. Tenho que aprender isso também.
Não quero me tornar aquela pessoa que não acredita nada nos seres humanos, mas o que a vida vem me ensinando é que devemos ser varias pessoas em situações diferentes. Somos uma profissional, diferente da filha, diferente da Irma que é diferente da nora e da cunhada. Cada situação exige uma de nós e temos que estar preparados para elas. Esse é o momento. Não vou deixar ninguém estragar a plantação e sim, isso é uma coisa que calhe a pena lutar!
Mas nunca mais sem lembrar: em boca fechada não entra mosca!
quinta-feira, 18 de março de 2010
Moving on
As coisas acontecem, a vida muda, o tempo passa. Incrível pensar em como esse lugar, esse blog foi meu apoio por tantos e tantos meses e aventuras!
Olho para trás e vejo as coisas que escrevi, o suporte emocional e ate mesmo da saudades. As mensagens deixadas, as carinhosas, os desabafos e as ruins ate! Tudo faz parte. De mim, posso dizer que a vida seguiu em frente.
Em dezembro veio o meu emprego. Quando parei de olhar para os céus e pedir por algo que talvez não seja a hora, talvez eu não esteja preparada... e pedi pedi pelo simples, as coisas começaram a mudar. E ai iniciou uma nova jornada.
Meu trabalho é um paradoxo na mina vida. Eu, que busco o meio ambiente, a vida calma e simples, desapegada, e tranqüila trabalho em um local com um publico totalmente diferente. Uma balada, um bar, uma empresa de eventos. Escola. Um grande aprendizado para uma advogada que sempre trabalhou com burocracia, tudo certo e serio, estar em um ambiente em que as pessoas trabalhar sem terninho (siiim esse mundo existe!!!!), sem palavras difíceis, termos complicados, prazos fatais. Com muita risada, pessoas diferentes, elefantes cor de rosas, Dom Perrignon, mesas e camarotes, Bar e Bat Mitza, parcerias em eventos, camarote da Dior. Biluzinha, siiiiiim, rica, dona de milhões. Meu vocabulário atual substituído pelo Dra, agravo de instrumento, peticionar, recorrer, jus puniendi, etc.
Do latim ao inglês aportuguesado e muito mais leve. Quando parei de encanar e me estressar mais do que quem deve de fato se estressar veio o real lado do aprendizado. As vezes me sinto meio que refém do destino e livre arbítrio so deve existir antes de estarmos nesse mundo porque a sensação que eu tenho é que quanto mais lutamos para um lado que não é o “correto” tudo dá errado e não anda, é impressionante. Temos que seguir o ensinamento dos chineses: a água corre para o lado mais fácil. E assim devemos ser nós.
Mas enfim, o trabalho. Continuo o estudo e aprendendo com o meu desafio atual. Aprender algo sobre Gestão de um negocio novo que engloba outros negócios. Verificar as necessidades as divulgações, um novo e grande desafio. Para meu cérebro, para meu físico e para meus nervos!
E na continuidade da vida, estamos organizando o casamento. Do nosso jeito, realizando o nosso sonho. Sem igreja, sem nada de muito chique, a balada com nossos amigos e o almoço com a família.
E agora nessa nova vida, vivendo intensamente meu amor, eu deixo um pouco de lado esse espaço de desabafo por um silencio de uma pessoa que aprendeu a ser reservada. Segui, finalmente, os conselhos da minha amiga Chris (ou estou tentando seguir rs) e escrevo em meu diário. Minhas memórias, minhas duvidas, incertezas, medo e tudo deixo para os ouvidos no meu noivo, minhas amigas e minha psicóloga.
Um novo mundo, uma vida estou vivendo e tenho que aproveitar cada aprendizado. Tenho certeza que a minha hora chegara e eu estarei pronta para mais vários desafios. As coisas são como são. Namaste!
Olho para trás e vejo as coisas que escrevi, o suporte emocional e ate mesmo da saudades. As mensagens deixadas, as carinhosas, os desabafos e as ruins ate! Tudo faz parte. De mim, posso dizer que a vida seguiu em frente.
Em dezembro veio o meu emprego. Quando parei de olhar para os céus e pedir por algo que talvez não seja a hora, talvez eu não esteja preparada... e pedi pedi pelo simples, as coisas começaram a mudar. E ai iniciou uma nova jornada.
Meu trabalho é um paradoxo na mina vida. Eu, que busco o meio ambiente, a vida calma e simples, desapegada, e tranqüila trabalho em um local com um publico totalmente diferente. Uma balada, um bar, uma empresa de eventos. Escola. Um grande aprendizado para uma advogada que sempre trabalhou com burocracia, tudo certo e serio, estar em um ambiente em que as pessoas trabalhar sem terninho (siiim esse mundo existe!!!!), sem palavras difíceis, termos complicados, prazos fatais. Com muita risada, pessoas diferentes, elefantes cor de rosas, Dom Perrignon, mesas e camarotes, Bar e Bat Mitza, parcerias em eventos, camarote da Dior. Biluzinha, siiiiiim, rica, dona de milhões. Meu vocabulário atual substituído pelo Dra, agravo de instrumento, peticionar, recorrer, jus puniendi, etc.
Do latim ao inglês aportuguesado e muito mais leve. Quando parei de encanar e me estressar mais do que quem deve de fato se estressar veio o real lado do aprendizado. As vezes me sinto meio que refém do destino e livre arbítrio so deve existir antes de estarmos nesse mundo porque a sensação que eu tenho é que quanto mais lutamos para um lado que não é o “correto” tudo dá errado e não anda, é impressionante. Temos que seguir o ensinamento dos chineses: a água corre para o lado mais fácil. E assim devemos ser nós.
Mas enfim, o trabalho. Continuo o estudo e aprendendo com o meu desafio atual. Aprender algo sobre Gestão de um negocio novo que engloba outros negócios. Verificar as necessidades as divulgações, um novo e grande desafio. Para meu cérebro, para meu físico e para meus nervos!
E na continuidade da vida, estamos organizando o casamento. Do nosso jeito, realizando o nosso sonho. Sem igreja, sem nada de muito chique, a balada com nossos amigos e o almoço com a família.
E agora nessa nova vida, vivendo intensamente meu amor, eu deixo um pouco de lado esse espaço de desabafo por um silencio de uma pessoa que aprendeu a ser reservada. Segui, finalmente, os conselhos da minha amiga Chris (ou estou tentando seguir rs) e escrevo em meu diário. Minhas memórias, minhas duvidas, incertezas, medo e tudo deixo para os ouvidos no meu noivo, minhas amigas e minha psicóloga.
Um novo mundo, uma vida estou vivendo e tenho que aproveitar cada aprendizado. Tenho certeza que a minha hora chegara e eu estarei pronta para mais vários desafios. As coisas são como são. Namaste!
sábado, 2 de janeiro de 2010
Sobre familia e saudades!
Acabei de assistir um filme que trata da ausência da mãe no universo de uma grande família. O filme é lindo, uma família com cinco filhos, uma mãe ganso, um pai fofo e todos os problemas que os envolvem.
Intrigas, brigas, pessoas diferentes convivendo nessa sociedade, nessa estrutura que dizem que não podemos escolher. Ouvi muito isso durante a minha vida, que amigos escolhemos, família não. Você pode não se dar bem com as pessoas, mas eles serão sempre família.
Concordei um tempo, mas hoje não concordo mais. Primeiro que escolhemos sim a nossa família, mas ai entrarei em um assunto de crenças e fé. Ela faz parte de nossa evolução, de acordo com aquilo que eu acredito. Pensa só:
Por pelo menos 15 anos vivemos muito somente com os membros da nossa família. Infância, puberdade e adolescência. Somente começamos a ter uma vida independente deles com uns 18 anos. Antes disso, são essas as pessoas do nosso mundo. Pai, mãe, irmãos, tios, primos, avós....
Ai na adolescência nossos amigos começam a ter a grande relevância na vida, e percebemos que conviver com pessoas diferentes, com histórias diferentes é super enriquecedor!
Com a vida adulta nos jogamos nos amigos, e criamos uma outra família. A família da escola, a família da faculdade, a família da academia, a família do MBA e por ai vai. Eu penso que temos esse momento de amigos porque precisamos conviver com outras pessoas. Amigos são anjos que iluminam a nossa vida, e nos fazem perceber como laços podem ser fortes. E dessa vez, conscientemente através do livre arbítrio.
E então encontramos a nossa pessoa e iniciamos a construir a nossa família. Então, no final tudo gira em torno disso. Família é a nossa base, a nossa referencia, a nossa estrutura. As historias, a nossa vida, infância, nosso crescimento. Tudo esta guardado com a família. As historias de irmãos, as cicatrizes, as férias, os casamentos feitos e desfeitos, os bebes...
São as pessoas que nos conhecem, teoricamente, muito bem, que não precisamos tentar agradar porque conhecem bem nossas qualidades e defeitos. São pessoas que dividem um mundo, anos, amores, amigos, fotos, almoços, natais, praias, risadas, lágrimas. São as pessoas que estão sempre lá, que ligamos para contar uma grande noticia, e temos colo nas frustrações.
É com a família que aprendemos a lidar com o mundo, é com eles que vemos o mundo e através deles enxergamos a realidade ou a fantasia (depende da família e da educação). As melhores fotos, os desafios, o melhor cafuné do mundo (da minha Irma) e a melhor roçada de pé (minha mãe). A melhor torta de limão (tia Egle), o melhor colo (meus pais) e maior apoio (meu pai), as irritações e meninices do meu irmão, o carinho e amor da minha sobrinha. A voz doce do Pepe, e o sorriso delicioso do Joao. O amor sem limites da Lulu, etc, etc.
A familia nos trás uma segurança inexplicável, uma sensação que o mundo pode acabar e nunca estaremos sozinhos. Posso viajar o mundo, mas existem poucos lugares no mundo tão bons como estar com a família.
São as nossas pessoas!
E nessas reflexões, ouvindo o grito dos meus sobrinhos brincando na sala da casa de praia da minha família suspiro de saudades. Como no filme, nossos Natais sem minha mãe são.... incompletos. Sobrevivemos, tocamos a nossa vida, e lutamos para construir a nossa historia.
Mas penso em como seria a nossa vida aqui com ela. Com a sua risada, com seu astral, seu temperamento difícil e sua personalidade mandona. Com suas asas gigantes, seu coração incomensurável! Seu olhar, sua voz! E penso que minha mãe, com todos os defeitos de um ser humano criou a sua historia de uma forma que todos lembramos dela o tempo todo.
Faz nove anos que ela nos deixou fisicamente, mas continua tão presente em seus exemplos, seus valores, e em tudo que herdamos dela... e não é esse o sonho de qualquer pessoa, fazer a nossa breve existência aqui na terra valer a pena? Marcar a vida das pessoas que convivemos, ser lembrada em momentos diversos e não somente pela nossa família, mas por todos que conviveram conosco.
E isso, me torna muito mais exigente. Desejo viver e poder ser um pouquinho do que minha mãe desenhou para suas crias. Espero ser cada dia uma pessoa melhor, fazer a diferença no mundo, não ferir ninguém, ser uma boa amiga, filha, Irma, esposa.
E principalmente, espero saber criar pessoas. Ser uma boa mãe, transmitir os valores que recebi aos meus filhos para que eles sejam seres humanos bons, pessoas do bem e que igualmente busquem fazer a diferença, na família, na vida, nos amigos, no planeta.
Intrigas, brigas, pessoas diferentes convivendo nessa sociedade, nessa estrutura que dizem que não podemos escolher. Ouvi muito isso durante a minha vida, que amigos escolhemos, família não. Você pode não se dar bem com as pessoas, mas eles serão sempre família.
Concordei um tempo, mas hoje não concordo mais. Primeiro que escolhemos sim a nossa família, mas ai entrarei em um assunto de crenças e fé. Ela faz parte de nossa evolução, de acordo com aquilo que eu acredito. Pensa só:
Por pelo menos 15 anos vivemos muito somente com os membros da nossa família. Infância, puberdade e adolescência. Somente começamos a ter uma vida independente deles com uns 18 anos. Antes disso, são essas as pessoas do nosso mundo. Pai, mãe, irmãos, tios, primos, avós....
Ai na adolescência nossos amigos começam a ter a grande relevância na vida, e percebemos que conviver com pessoas diferentes, com histórias diferentes é super enriquecedor!
Com a vida adulta nos jogamos nos amigos, e criamos uma outra família. A família da escola, a família da faculdade, a família da academia, a família do MBA e por ai vai. Eu penso que temos esse momento de amigos porque precisamos conviver com outras pessoas. Amigos são anjos que iluminam a nossa vida, e nos fazem perceber como laços podem ser fortes. E dessa vez, conscientemente através do livre arbítrio.
E então encontramos a nossa pessoa e iniciamos a construir a nossa família. Então, no final tudo gira em torno disso. Família é a nossa base, a nossa referencia, a nossa estrutura. As historias, a nossa vida, infância, nosso crescimento. Tudo esta guardado com a família. As historias de irmãos, as cicatrizes, as férias, os casamentos feitos e desfeitos, os bebes...
São as pessoas que nos conhecem, teoricamente, muito bem, que não precisamos tentar agradar porque conhecem bem nossas qualidades e defeitos. São pessoas que dividem um mundo, anos, amores, amigos, fotos, almoços, natais, praias, risadas, lágrimas. São as pessoas que estão sempre lá, que ligamos para contar uma grande noticia, e temos colo nas frustrações.
É com a família que aprendemos a lidar com o mundo, é com eles que vemos o mundo e através deles enxergamos a realidade ou a fantasia (depende da família e da educação). As melhores fotos, os desafios, o melhor cafuné do mundo (da minha Irma) e a melhor roçada de pé (minha mãe). A melhor torta de limão (tia Egle), o melhor colo (meus pais) e maior apoio (meu pai), as irritações e meninices do meu irmão, o carinho e amor da minha sobrinha. A voz doce do Pepe, e o sorriso delicioso do Joao. O amor sem limites da Lulu, etc, etc.
A familia nos trás uma segurança inexplicável, uma sensação que o mundo pode acabar e nunca estaremos sozinhos. Posso viajar o mundo, mas existem poucos lugares no mundo tão bons como estar com a família.
São as nossas pessoas!
E nessas reflexões, ouvindo o grito dos meus sobrinhos brincando na sala da casa de praia da minha família suspiro de saudades. Como no filme, nossos Natais sem minha mãe são.... incompletos. Sobrevivemos, tocamos a nossa vida, e lutamos para construir a nossa historia.
Mas penso em como seria a nossa vida aqui com ela. Com a sua risada, com seu astral, seu temperamento difícil e sua personalidade mandona. Com suas asas gigantes, seu coração incomensurável! Seu olhar, sua voz! E penso que minha mãe, com todos os defeitos de um ser humano criou a sua historia de uma forma que todos lembramos dela o tempo todo.
Faz nove anos que ela nos deixou fisicamente, mas continua tão presente em seus exemplos, seus valores, e em tudo que herdamos dela... e não é esse o sonho de qualquer pessoa, fazer a nossa breve existência aqui na terra valer a pena? Marcar a vida das pessoas que convivemos, ser lembrada em momentos diversos e não somente pela nossa família, mas por todos que conviveram conosco.
E isso, me torna muito mais exigente. Desejo viver e poder ser um pouquinho do que minha mãe desenhou para suas crias. Espero ser cada dia uma pessoa melhor, fazer a diferença no mundo, não ferir ninguém, ser uma boa amiga, filha, Irma, esposa.
E principalmente, espero saber criar pessoas. Ser uma boa mãe, transmitir os valores que recebi aos meus filhos para que eles sejam seres humanos bons, pessoas do bem e que igualmente busquem fazer a diferença, na família, na vida, nos amigos, no planeta.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
2009 - um ano para consolidar
2009! Quando comecei meu ano em Londres não tinha grandes expectativas em relação a esse ano. Eu estava tão feliz em estar visitando a Europa, estar realizando essa grande viagem de sonho que não pensei em como poderia ser 2009.
Estava em Londres, com minha querida amiga Micaela. E perto da meia noite, entre o frio cortante e o movimento da cidade, recebi 2009 limpa de alma, receptiva e muito ansiosa com meu retorno.
Voltar ao Brasil foi um capitulo a parte de tudo que já me aconteceu. Tinha muita coisa mal resolvida que precisava ser acertado para que a nova vida começasse. Desde a burocracia dos papeis, carta de motorista, imposto de Renda até as crises familiares, existenciais, emocionais, etc.
Não foi fácil. Ate poderia dizer que foi um ano parado se não tivesse tanta conquista. Iniciei a luta pela recolocação lá por abril. Tive que mudar de casa, deixar para lá a liberdade e a delicia que era morar na minha casa em Jabaquara para... morar com meu pai. Um desafio a parte que tornou-se delicioso. Sofri e senti muito quando ele resolveu voltar para Bahia.
Conheci o Carnaval da Bahia. Meu Deus, Carnavio com as meninas, a bagunça do Carnaval e São Salvador! Uma vez para me apaixonar! Que momentos mais maravilhosos. Liberdade, festas, novos amigos.
Em abril, eu ganhei do barbudinho um dos maiores presentes da vida! Meu grande amor. Nossa amizade se transformou em mais amizade e daí num show de uma banda com nome sugestivo (KISS) iniciamos a nossa historia. Historia essa que encerra 2009 com a mudança dele para casa, e nosso casamento de coração e comprometimento de alma! Sim, morando juntos!
Descobri coisas maravilhosas com essa pessoa especial e essencial na minha existência. Amo a nossa vida, nossa convivência, nossa rotina, nossas cachorras, nossa família. Nunca, nem de longe me senti tão plena a feliz. Obrigada, barbudinho!
E foi um ano de muuuitas entrevistas. Buscas, desilusões, iniciei meu foco profissional para a área de meio ambiente. MBA, CV, empresas, aulas inclusive. Porem, após meses de luta, admiti que preciso me preparar mais. Estudar mais e conhecer mais profundamente essa área que escolhi. Assim, termino o ano com um grande presente: um emprego! Em uma empresa de eventos. Sempre fui a mega organizadora dos eventos. E eu sou uma filha consciente. Aceito! Obrigada, senhor!
Minha família continua linda e multiplicou com a família do Dé. Pessoas lindas, muito especiais que em receberam com todos os braços abertos e constituem hoje, a nossa grande família. Muitas saudades da minha linda mãe, nem deixo de pensar em ti nenhum segundo, nenhum momento e nenhuma conquista!
Meus amigos são anjos enviados por Deus para me dar forca, apoiar, e segurar a onda. Ou pelo menos ajudar! Amo demais vocês queridos!
Aprendi muito em 2009. Aprendi a ter paciência, aprendi que nem tudo acontece na hora que nós queremos, mas somente quando estamos preparados! Inclusive essa foi uma questão que me fez pensar muito esse ano, ate que ponto somos realmente livres? As vezes parece que tudo acontece de uma forma independente de nossa vontade.
Tentei absorver, e sugar toda experiência, tudo que tinha que aprender com esse ano de tanta dificuldade profissional, e financeira também. Suguei, com muita paciência e em um determinado momento mudei o foco e ao invés de pedir pelo emprego dos sonhos, tive a humildade de admitir que não estou pronta para ele.
E quando passei a procurar pelo emprego, puro e simples, fui contratada. Pink Elephant. Mais um antagonismo na minha vida, e algo bem serio para aprender a lidar. Um novo mundo, novas pessoas e um trabalho bem diferente. Uma coisa, barbudinho me concedeu: trabalhar todos os dias de jeans! Aiii que sonho!
E na vida novo de esperar o armário chegar, arrumar as coisas, fazer jantar, contar o dia, e assistir House no sofá... não posso nem ousar pedir mais nada! Então, me sentindo absolutamente abençoada, agradeço!
Vivi um 2008 de muitas viagens, baladas, farra, planos de mais viagens, mais baladas e mais farras e termino 2009 em casa, olhando para a arvore de Natal que montamos juntos e começando a pensar em casamento. Deus é absolutamente perfeito, recebemos de acordo com o nosso merecimento, com o quanto estamos preparados.
Obrigada amigos por fazerem parte da minha vida, por serem tão essenciais e presentes, por dividirem essa jornada tão mágica que é a vida.
Obrigada minha família, pelo apoio, pelo amor, pelas risadas, historias e amor!
Muito obrigada, meu Deus! Obrigada pela família linda, com amigos tão presentes e maravilhosos, com mais família agregada aos Arrudas. Obrigada pela saúde, pela paz que sinto em mim, pelas dificuldades que me fizeram amadurecer mais, pelos momentos difíceis, de aprendizado, pelos momentos de emoção, de paixão, de amor. Obrigada pelo emprego que é tão necessário ao homem. Obrigada pela fé, por não ter me deixado perder a fé. Pelos questionamentos, e pelas duvidas. E muito muito obrigada pelo meu amor! Obrigada por ter me dado um homem tão completo, um ser humano tão lindo e nobre, honesto, sincero, com mesmos valores e objetivos, e com diferenças que me fazem ama-lo cada dia mais.
Obrigada pelo amor em todas as suas formas! Obrigada meu amor por ser tão lindo em todos os sentidos e por dar um novo sentido a minha vida. Quero o mundo com você. Para sempre.
2009 foi um ano para consolidar. E esperamos sempre colher os frutos de toda árdua plantação!
Um lindo Natal para todos, muita paz, saúde, dinheiro sucesso e muito amor! E um 2010 repleto de conquistas e realizações. E dificuldades, pois elas nos fazem ver o belo com olhos maduros e vencedores!
Bacione
Estava em Londres, com minha querida amiga Micaela. E perto da meia noite, entre o frio cortante e o movimento da cidade, recebi 2009 limpa de alma, receptiva e muito ansiosa com meu retorno.
Voltar ao Brasil foi um capitulo a parte de tudo que já me aconteceu. Tinha muita coisa mal resolvida que precisava ser acertado para que a nova vida começasse. Desde a burocracia dos papeis, carta de motorista, imposto de Renda até as crises familiares, existenciais, emocionais, etc.
Não foi fácil. Ate poderia dizer que foi um ano parado se não tivesse tanta conquista. Iniciei a luta pela recolocação lá por abril. Tive que mudar de casa, deixar para lá a liberdade e a delicia que era morar na minha casa em Jabaquara para... morar com meu pai. Um desafio a parte que tornou-se delicioso. Sofri e senti muito quando ele resolveu voltar para Bahia.
Conheci o Carnaval da Bahia. Meu Deus, Carnavio com as meninas, a bagunça do Carnaval e São Salvador! Uma vez para me apaixonar! Que momentos mais maravilhosos. Liberdade, festas, novos amigos.
Em abril, eu ganhei do barbudinho um dos maiores presentes da vida! Meu grande amor. Nossa amizade se transformou em mais amizade e daí num show de uma banda com nome sugestivo (KISS) iniciamos a nossa historia. Historia essa que encerra 2009 com a mudança dele para casa, e nosso casamento de coração e comprometimento de alma! Sim, morando juntos!
Descobri coisas maravilhosas com essa pessoa especial e essencial na minha existência. Amo a nossa vida, nossa convivência, nossa rotina, nossas cachorras, nossa família. Nunca, nem de longe me senti tão plena a feliz. Obrigada, barbudinho!
E foi um ano de muuuitas entrevistas. Buscas, desilusões, iniciei meu foco profissional para a área de meio ambiente. MBA, CV, empresas, aulas inclusive. Porem, após meses de luta, admiti que preciso me preparar mais. Estudar mais e conhecer mais profundamente essa área que escolhi. Assim, termino o ano com um grande presente: um emprego! Em uma empresa de eventos. Sempre fui a mega organizadora dos eventos. E eu sou uma filha consciente. Aceito! Obrigada, senhor!
Minha família continua linda e multiplicou com a família do Dé. Pessoas lindas, muito especiais que em receberam com todos os braços abertos e constituem hoje, a nossa grande família. Muitas saudades da minha linda mãe, nem deixo de pensar em ti nenhum segundo, nenhum momento e nenhuma conquista!
Meus amigos são anjos enviados por Deus para me dar forca, apoiar, e segurar a onda. Ou pelo menos ajudar! Amo demais vocês queridos!
Aprendi muito em 2009. Aprendi a ter paciência, aprendi que nem tudo acontece na hora que nós queremos, mas somente quando estamos preparados! Inclusive essa foi uma questão que me fez pensar muito esse ano, ate que ponto somos realmente livres? As vezes parece que tudo acontece de uma forma independente de nossa vontade.
Tentei absorver, e sugar toda experiência, tudo que tinha que aprender com esse ano de tanta dificuldade profissional, e financeira também. Suguei, com muita paciência e em um determinado momento mudei o foco e ao invés de pedir pelo emprego dos sonhos, tive a humildade de admitir que não estou pronta para ele.
E quando passei a procurar pelo emprego, puro e simples, fui contratada. Pink Elephant. Mais um antagonismo na minha vida, e algo bem serio para aprender a lidar. Um novo mundo, novas pessoas e um trabalho bem diferente. Uma coisa, barbudinho me concedeu: trabalhar todos os dias de jeans! Aiii que sonho!
E na vida novo de esperar o armário chegar, arrumar as coisas, fazer jantar, contar o dia, e assistir House no sofá... não posso nem ousar pedir mais nada! Então, me sentindo absolutamente abençoada, agradeço!
Vivi um 2008 de muitas viagens, baladas, farra, planos de mais viagens, mais baladas e mais farras e termino 2009 em casa, olhando para a arvore de Natal que montamos juntos e começando a pensar em casamento. Deus é absolutamente perfeito, recebemos de acordo com o nosso merecimento, com o quanto estamos preparados.
Obrigada amigos por fazerem parte da minha vida, por serem tão essenciais e presentes, por dividirem essa jornada tão mágica que é a vida.
Obrigada minha família, pelo apoio, pelo amor, pelas risadas, historias e amor!
Muito obrigada, meu Deus! Obrigada pela família linda, com amigos tão presentes e maravilhosos, com mais família agregada aos Arrudas. Obrigada pela saúde, pela paz que sinto em mim, pelas dificuldades que me fizeram amadurecer mais, pelos momentos difíceis, de aprendizado, pelos momentos de emoção, de paixão, de amor. Obrigada pelo emprego que é tão necessário ao homem. Obrigada pela fé, por não ter me deixado perder a fé. Pelos questionamentos, e pelas duvidas. E muito muito obrigada pelo meu amor! Obrigada por ter me dado um homem tão completo, um ser humano tão lindo e nobre, honesto, sincero, com mesmos valores e objetivos, e com diferenças que me fazem ama-lo cada dia mais.
Obrigada pelo amor em todas as suas formas! Obrigada meu amor por ser tão lindo em todos os sentidos e por dar um novo sentido a minha vida. Quero o mundo com você. Para sempre.
2009 foi um ano para consolidar. E esperamos sempre colher os frutos de toda árdua plantação!
Um lindo Natal para todos, muita paz, saúde, dinheiro sucesso e muito amor! E um 2010 repleto de conquistas e realizações. E dificuldades, pois elas nos fazem ver o belo com olhos maduros e vencedores!
Bacione
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Saudades é estando longe sentir vontade de voar e estando perto querer parar o tempo


Um dia desses eu estava com a Bru voltando de um barzinho e ela me fez uma pergunta. “Amiga, como é sua vida sem a sua mãe?” Respondi sem pensar. Falei, falei e falei com o coração.
Como é a vida sem a minha mãe? Muuuito difícil. Eu nunca me recuperei da ausência dela. Eu sobrevivi. Eu sobrevivo. Penso nela em todos os segundos. Ela é a minha referencia de vida. Tanto pro certo, como pro errado. Sim, minha mãe foi uma grande mulher, mas errou na vida como todos nos erramos. E acredito que isso a faz mais referencia ainda!
Acordo e vou dormir todos os dias pensando nela. Todas as decisões que vou tomar, penso nela. Todas as novidades que tenho, penso nela.
Viver sem a matriarca é uma coisa impensável para todos nós. Nada chega nem perto de cobrir a lacuna que sinto no coração pela falta dela. Graças a Deus tenho muitos e só motivos pra sorrir na vida. Meus sobrinhos, que são a total continuação e o grande legado deixado por ela, meus irmãos que mesmo entre trancos e barrancos estamos. Meu pai que com as escolhas dele, vive e trás em seus olhares as melhores recordações dessa magnitude que foi a minha mãe. Meu grande amor, que me faz acreditar em tudo e principalmente em mim, me dá forcas para seguir o meu caminho sempre juntos!
Minha mãe era uma dessas mulheres incríveis na vida. Uma mulher de princípios, com a prioridade na família e na felicidade dos seus. Uma daquelas pessoas que onde passou deixou laços, lembranças, saudades!
Minha mãe era uma mulher forte, decidida, com um coração maior que o mundo, tinha uma visão sempre boa das coisas e de tudo. Generosa, fazia trabalhos voluntários dando sopa para crianças carentes e promovendo sonhos. Um ano, ela sonhou que tinha dado bonecas de panos para todas as crianças do grupo “Criança Feliz” que ela com a sua grande amiga Estela ajudavam. Meses depois estávamos todas nós ajudando-a a fazer bonecas de pano para as meninas carentes!
Minha mãe era idealizadora e realizadora. Sonhou com uma grande família, com uma casa cheia de gente, com filhos crescidos, formados. E foi atrás. E teve tudo que sonhou. Sonhou com uma viagem para Europa e realizou. Sonhou com um casamento de princesa para a primogênita e fez. Sonhou com a neta e a teve.
Minha mãe nos protegia tanto que orava todos os dias pela nossa saúde. Minha mãe era gansa, com os maiores braços do mundo. Saia para o centrinho de Itanhaem voltava com presentinhos. Mas nunca somente para os filhos, mas sempre para os amigos também. Minha mãe era tão presente que mesmo após a sua morte nos deixou presentes de aniversario embalados em papeis com nosso nome, enxoval e muitas saudades!
Minha mãe me ensinou tudo que sei. Agradeço todos os dias por ter tido maturidade aos meus 18 anos para cuidar dela. Para não me importar com tardes no barzinho no primeiro ano de faculdade e sair correndo para levá-la ao medico porque as nossas tardes era muito melhores que as tardes no bar.
Ela me ensinou os valores de uma família, a generosidade sem deixarem abusar dela. Ensinou que o amor não tem limites, que podemos amar muitas pessoas de muitas formas diferentes. Me ensinou que pessoas que não gostam de bichos e crianças não podem ser boas de coração. Me ensinou a ver sempre o lado bom das coisas mesmo nos momentos mais difíceis da nossa vida. Me ensinou que o amor ensina muito, mas com a dor evoluímos mais rápido, e que cair, chorar e sofrer também faz parte da nossa evolução.
Me ensinou que não importa o que quanto estivermos com a razão, muitas vezes o melhor é ceder. Me ensinou que nos doar pelos outros é ótimo e que muitas vezes essa pessoa que hoje é o nosso mundo pode nos magoar. E que perdoar é uma das maiores virtudes de um homem. Mas que mais difícil que perdoar aos outros é perdoar a nós mesmos.
Me ensinou limites, me ensinou a impor limites por mais doloridos que eles sejam. Me ensinou que por mais que sabemos que os caminhos de nossos amados não estejam “””corretos””” existem coisas que cada um tem que viver para aprender. Me ensinou que não existe certo nem errado, existem pontos de vista. Me ensinou que mais importante que agir corretamente é estar com a consciência limpa. Que muitas de nossas decisões as pessoas não entenderão e seremos julgados por elas.
Me ensinou que muitas das pessoas que amamos não o sabem, que muitas e muitas vezes na vida seremos julgados e que o importante é seguir e agir com a cabeça e o coração. Me ensinou a sentir alem de que com o coração, com a alma!
Me ensinou que alguns momentos da vida temos que ser egoístas e pensar em nós. Que cada um é responsável pela sua evolução. Que cada pessoa que passa por nós tem um significado, um motivo, um caminho, uma razão.
Me ensinou que amigos são tão importantes como a nossa família pois são os nosso eleitos de caminhada. Me ensinou que não devemos amar alguém somente porque faz parte de nossa família. Que o que une a família são os laços, o que une os amigos é afinidade e o amor.
Me ensinou que por mais dura que a vida seja, ela é por demais rara e bela e que quanto mais aprendermos com as dificuldades mais rápido aprendemos as lições que ela nos trás. Me ensinou que tudo, tudo e tudo que desejamos conseguimos. Que não existe sonho impossível, montanha alta demais. Que com luta e suor tudo é possível.
Ela me ensinou muito mais que posso escrever e tentar registra. Só não me ensinou a viver sem ela a domar essa saudades insana que toma conta de tudo!
“Saudades é estando longe sentir vontade de voar e estando longe querer parar o tempo”. Eu te amo, minha mamãe gansa! E se hoje não sei ainda lidar com as saudades é porque você é demais de maravilhosa. Demais para aprender a viver sem! Saudades!
Como é a vida sem a minha mãe? Muuuito difícil. Eu nunca me recuperei da ausência dela. Eu sobrevivi. Eu sobrevivo. Penso nela em todos os segundos. Ela é a minha referencia de vida. Tanto pro certo, como pro errado. Sim, minha mãe foi uma grande mulher, mas errou na vida como todos nos erramos. E acredito que isso a faz mais referencia ainda!
Acordo e vou dormir todos os dias pensando nela. Todas as decisões que vou tomar, penso nela. Todas as novidades que tenho, penso nela.
Viver sem a matriarca é uma coisa impensável para todos nós. Nada chega nem perto de cobrir a lacuna que sinto no coração pela falta dela. Graças a Deus tenho muitos e só motivos pra sorrir na vida. Meus sobrinhos, que são a total continuação e o grande legado deixado por ela, meus irmãos que mesmo entre trancos e barrancos estamos. Meu pai que com as escolhas dele, vive e trás em seus olhares as melhores recordações dessa magnitude que foi a minha mãe. Meu grande amor, que me faz acreditar em tudo e principalmente em mim, me dá forcas para seguir o meu caminho sempre juntos!
Minha mãe era uma dessas mulheres incríveis na vida. Uma mulher de princípios, com a prioridade na família e na felicidade dos seus. Uma daquelas pessoas que onde passou deixou laços, lembranças, saudades!
Minha mãe era uma mulher forte, decidida, com um coração maior que o mundo, tinha uma visão sempre boa das coisas e de tudo. Generosa, fazia trabalhos voluntários dando sopa para crianças carentes e promovendo sonhos. Um ano, ela sonhou que tinha dado bonecas de panos para todas as crianças do grupo “Criança Feliz” que ela com a sua grande amiga Estela ajudavam. Meses depois estávamos todas nós ajudando-a a fazer bonecas de pano para as meninas carentes!
Minha mãe era idealizadora e realizadora. Sonhou com uma grande família, com uma casa cheia de gente, com filhos crescidos, formados. E foi atrás. E teve tudo que sonhou. Sonhou com uma viagem para Europa e realizou. Sonhou com um casamento de princesa para a primogênita e fez. Sonhou com a neta e a teve.
Minha mãe nos protegia tanto que orava todos os dias pela nossa saúde. Minha mãe era gansa, com os maiores braços do mundo. Saia para o centrinho de Itanhaem voltava com presentinhos. Mas nunca somente para os filhos, mas sempre para os amigos também. Minha mãe era tão presente que mesmo após a sua morte nos deixou presentes de aniversario embalados em papeis com nosso nome, enxoval e muitas saudades!
Minha mãe me ensinou tudo que sei. Agradeço todos os dias por ter tido maturidade aos meus 18 anos para cuidar dela. Para não me importar com tardes no barzinho no primeiro ano de faculdade e sair correndo para levá-la ao medico porque as nossas tardes era muito melhores que as tardes no bar.
Ela me ensinou os valores de uma família, a generosidade sem deixarem abusar dela. Ensinou que o amor não tem limites, que podemos amar muitas pessoas de muitas formas diferentes. Me ensinou que pessoas que não gostam de bichos e crianças não podem ser boas de coração. Me ensinou a ver sempre o lado bom das coisas mesmo nos momentos mais difíceis da nossa vida. Me ensinou que o amor ensina muito, mas com a dor evoluímos mais rápido, e que cair, chorar e sofrer também faz parte da nossa evolução.
Me ensinou que não importa o que quanto estivermos com a razão, muitas vezes o melhor é ceder. Me ensinou que nos doar pelos outros é ótimo e que muitas vezes essa pessoa que hoje é o nosso mundo pode nos magoar. E que perdoar é uma das maiores virtudes de um homem. Mas que mais difícil que perdoar aos outros é perdoar a nós mesmos.
Me ensinou limites, me ensinou a impor limites por mais doloridos que eles sejam. Me ensinou que por mais que sabemos que os caminhos de nossos amados não estejam “””corretos””” existem coisas que cada um tem que viver para aprender. Me ensinou que não existe certo nem errado, existem pontos de vista. Me ensinou que mais importante que agir corretamente é estar com a consciência limpa. Que muitas de nossas decisões as pessoas não entenderão e seremos julgados por elas.
Me ensinou que muitas das pessoas que amamos não o sabem, que muitas e muitas vezes na vida seremos julgados e que o importante é seguir e agir com a cabeça e o coração. Me ensinou a sentir alem de que com o coração, com a alma!
Me ensinou que alguns momentos da vida temos que ser egoístas e pensar em nós. Que cada um é responsável pela sua evolução. Que cada pessoa que passa por nós tem um significado, um motivo, um caminho, uma razão.
Me ensinou que amigos são tão importantes como a nossa família pois são os nosso eleitos de caminhada. Me ensinou que não devemos amar alguém somente porque faz parte de nossa família. Que o que une a família são os laços, o que une os amigos é afinidade e o amor.
Me ensinou que por mais dura que a vida seja, ela é por demais rara e bela e que quanto mais aprendermos com as dificuldades mais rápido aprendemos as lições que ela nos trás. Me ensinou que tudo, tudo e tudo que desejamos conseguimos. Que não existe sonho impossível, montanha alta demais. Que com luta e suor tudo é possível.
Ela me ensinou muito mais que posso escrever e tentar registra. Só não me ensinou a viver sem ela a domar essa saudades insana que toma conta de tudo!
“Saudades é estando longe sentir vontade de voar e estando longe querer parar o tempo”. Eu te amo, minha mamãe gansa! E se hoje não sei ainda lidar com as saudades é porque você é demais de maravilhosa. Demais para aprender a viver sem! Saudades!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Insônia
São três horas da manha e eu não consigo dormir... preocupações, pensamentos, otimismo! Insônia era algo que jamais achei que teria na vida. Durmo tão pesado e tão bem.
Quando era pequena, via minha mãe sofrer de ausência de minutos de silencia mental, como ela dizia. Ela ficava acordada ate tarde, dormia muito pouco. Criei em meu cérebro algum mecanismo que gritava “você tem sono pesado, não tem problemas para dormir, dorme super bem em qualquer lugar”. Acreditei nisso por anos. Até hoje! Até essa semana!
Eu sou uma pessoa super confiante, não me abalo facilmente. Me adapto facilmente as mudanças e estou sempre lutando pelo que quero. Porém, esses meses de desemprego me trouxeram novas emoções. O (entre milhões de aspas) “não poder fazer nada”.
Passo manhas, tardes e noites enviando CV’s. Fico horas e mais horas na frente de um computador, estudando, entrando em sites de empresas, emails para meus contatos, tudo atrás de um emprego. Atrás do meu sonho, de produzir, de AGIR!
Tudo na minha vida sempre teve algo com Ação. Fazer, correr atrás, estudar, mudar de emprego, buscar alguém, dar colo pra alguém... agora, após meses e meses enviando CV’s, encontro-me numa situação de “ter que esperar”.
De tudo que já passei na vida o nada a fazer a não ser enviar mais e mais CV’s, e buscar alternativas para ganhar algum dinheiro, vem acabando com o meu sono!
Antes de ir para Europa, na grande jornada de seis meses, estava numa situação financeira confortável. Tinha um bom emprego, algum dinheiro no banco e vendemos a nossa casa.
Poderia ter comprado um apartamento, adquirido bens e estar agora, nessa mesma sexta-feira, 11 de setembro, ás 3:40 da manha dormindo, me preparando para o dia de amanha, trabalho, almoço, chegar em casa cansada e dormir.
Se me arrependo? Nem um segundo! Na verdade, quando estou quase entrando naquele estagio pré-panico (que normalmente ocorre quando to olhando a minha conta ou pagando alguma conta) vejo as fotos da Europa.
Essas imagens, aquelas recordações, me fazem seguir em frente e acreditar mais e mais. Se hoje os números da minha conta me aterrorizam, me impedem de sair de casa para não gastar e me fazer perder o sono, que nunca imaginei que perdia, é por conta das escolhas que fiz na vida.
E mesmo no meio de tantos pedidos para “aguardar uma resposta” estou agindo. Pensando em Planos Bs, Cs...
Mas uma coisa que me perturba demais é aquela imagem da minha mãe, sem dormir. Eu sei o que me faz perder o sono, mas eu nunca soube o que a fazia. Posso imaginar.
Somos responsáveis pelo que cativamos, pela vida que levamos. Eu não sou vitima de absolutamente nada. Sou agente, sujeito ativo da minha vida! Sei que as coisas vão mudar. Só peco todos os dias sabedoria e paciência. E mais e mais força! Afinal, só sentimos a perda de algo que já tivemos!
Quando era pequena, via minha mãe sofrer de ausência de minutos de silencia mental, como ela dizia. Ela ficava acordada ate tarde, dormia muito pouco. Criei em meu cérebro algum mecanismo que gritava “você tem sono pesado, não tem problemas para dormir, dorme super bem em qualquer lugar”. Acreditei nisso por anos. Até hoje! Até essa semana!
Eu sou uma pessoa super confiante, não me abalo facilmente. Me adapto facilmente as mudanças e estou sempre lutando pelo que quero. Porém, esses meses de desemprego me trouxeram novas emoções. O (entre milhões de aspas) “não poder fazer nada”.
Passo manhas, tardes e noites enviando CV’s. Fico horas e mais horas na frente de um computador, estudando, entrando em sites de empresas, emails para meus contatos, tudo atrás de um emprego. Atrás do meu sonho, de produzir, de AGIR!
Tudo na minha vida sempre teve algo com Ação. Fazer, correr atrás, estudar, mudar de emprego, buscar alguém, dar colo pra alguém... agora, após meses e meses enviando CV’s, encontro-me numa situação de “ter que esperar”.
De tudo que já passei na vida o nada a fazer a não ser enviar mais e mais CV’s, e buscar alternativas para ganhar algum dinheiro, vem acabando com o meu sono!
Antes de ir para Europa, na grande jornada de seis meses, estava numa situação financeira confortável. Tinha um bom emprego, algum dinheiro no banco e vendemos a nossa casa.
Poderia ter comprado um apartamento, adquirido bens e estar agora, nessa mesma sexta-feira, 11 de setembro, ás 3:40 da manha dormindo, me preparando para o dia de amanha, trabalho, almoço, chegar em casa cansada e dormir.
Se me arrependo? Nem um segundo! Na verdade, quando estou quase entrando naquele estagio pré-panico (que normalmente ocorre quando to olhando a minha conta ou pagando alguma conta) vejo as fotos da Europa.
Essas imagens, aquelas recordações, me fazem seguir em frente e acreditar mais e mais. Se hoje os números da minha conta me aterrorizam, me impedem de sair de casa para não gastar e me fazer perder o sono, que nunca imaginei que perdia, é por conta das escolhas que fiz na vida.
E mesmo no meio de tantos pedidos para “aguardar uma resposta” estou agindo. Pensando em Planos Bs, Cs...
Mas uma coisa que me perturba demais é aquela imagem da minha mãe, sem dormir. Eu sei o que me faz perder o sono, mas eu nunca soube o que a fazia. Posso imaginar.
Somos responsáveis pelo que cativamos, pela vida que levamos. Eu não sou vitima de absolutamente nada. Sou agente, sujeito ativo da minha vida! Sei que as coisas vão mudar. Só peco todos os dias sabedoria e paciência. E mais e mais força! Afinal, só sentimos a perda de algo que já tivemos!
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