A vida é muito frágil. Tantas e tantas coisas acontecem que mudam completamente o rumo das coisas... O mundo é muito dinâmico, em um momento estamos sentados vivendo uma vida e muda! As vezes, muda porque queremos que mude. Outras porque tem mudar.
Estou bem acostumada a lidar com mudanças. Minha psicóloga me chama de camaleoa. Alem de mudar com uma facilidade e uma velocidade impressionante, tenho uma capacidade adquirida de me adaptar as mudanças. Umas mais rápidas que as outras, umas menos doloridas que as outras. Sou aluna aplicada do universo, ou o mais perto disse que podemos nos tornar.
A lição do momento é paciência. Já ouvi isso de tantos diferentes lados, pessoas, planos, que encarei como deve ser encarado. Paciência “é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo” (Dicionário da Wikipédia). “Virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes sem revoltas (Jô 36:2 Biblia).
Ok, se a lição é paciência... aceito!
A fragilidade de um momento
Ontem estava voltando pra casa com meu lindo namorado, após um final de semana delicioso quando um carro passou em alta velocidade por nós. Segundos mais tarde, na curva, o carro saiu, atravessou a outra pista e bateu no poste. Isso tudo diante de nossos olhos, na Avenida Interlagos.
Paramos o carro, outro carro estava do lado da Avenida que foi o acidente, enquanto ligávamos para o bombeiro e atravessávamos a rua, a motorista, Cris, uma menina de uns 25 anos conversava. Visivelmente embriagada, seu nariz sangrava, mas ela estava aparentemente bem.
Ficamos conversando com ela, para acalmá-la (se para mim foi assustador, imagine pra ela). Não podíamos tocá-la, nem fazer nada a não ser esperar. Alguns minutos depois chega sua mãe. E ela diz: “ele fugiu. O carro que bateu em mim fugiu”. Ela estava sozinha. Deu sorte de não pegar nenhum carro, nem motoboy, e ela mesma de estar razoavelmente bem. O carro? Perda Total. A roda pra um lado, tudo destruído.
Estou bem acostumada a lidar com mudanças. Minha psicóloga me chama de camaleoa. Alem de mudar com uma facilidade e uma velocidade impressionante, tenho uma capacidade adquirida de me adaptar as mudanças. Umas mais rápidas que as outras, umas menos doloridas que as outras. Sou aluna aplicada do universo, ou o mais perto disse que podemos nos tornar.
A lição do momento é paciência. Já ouvi isso de tantos diferentes lados, pessoas, planos, que encarei como deve ser encarado. Paciência “é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo” (Dicionário da Wikipédia). “Virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes sem revoltas (Jô 36:2 Biblia).
Ok, se a lição é paciência... aceito!
A fragilidade de um momento
Ontem estava voltando pra casa com meu lindo namorado, após um final de semana delicioso quando um carro passou em alta velocidade por nós. Segundos mais tarde, na curva, o carro saiu, atravessou a outra pista e bateu no poste. Isso tudo diante de nossos olhos, na Avenida Interlagos.
Paramos o carro, outro carro estava do lado da Avenida que foi o acidente, enquanto ligávamos para o bombeiro e atravessávamos a rua, a motorista, Cris, uma menina de uns 25 anos conversava. Visivelmente embriagada, seu nariz sangrava, mas ela estava aparentemente bem.
Ficamos conversando com ela, para acalmá-la (se para mim foi assustador, imagine pra ela). Não podíamos tocá-la, nem fazer nada a não ser esperar. Alguns minutos depois chega sua mãe. E ela diz: “ele fugiu. O carro que bateu em mim fugiu”. Ela estava sozinha. Deu sorte de não pegar nenhum carro, nem motoboy, e ela mesma de estar razoavelmente bem. O carro? Perda Total. A roda pra um lado, tudo destruído.
O olhar da mãe da Cris também não sai da minha cabeça. Ela chegou, parou o carro e veio andando em câmera lenta na direção do carro. Achei que ela fosse desmaiar. Branca, assustada. Peguei em sua mao e disse que a Cris estava bem, que ela poderia vir. Eu me imaginei na situação dela. E a sua filha. Ameaçada de perigo. Num carro distorcido. Medo! Senti isso em seus olhos.
O resgate demorou exatos 30 minutos pra chegar. 30 minutos. Os policiais chegaram rápido, o CET também... mas o resgate... o trabalho deles foi muito rápido. Em 10 minutos a Cris estava dentro da ambulância, imobilizada, indo pro hospital, para seu teste de álcool no sangue e para um pesadelo certo, processo, recuperação, e dores de cabeça plantados pela sua irresponsabilidade. Ela estava a 1 km de sua casa. Dois segundos.
No carro que primeiro a socorreu estava Daniel, um policial em folga, com duas amigas. Após o susto inicial e resgate, ficamos conversando. Ele tinha presenciado um acidente parecido, há uns meses atrás e a pessoa que estava dirigindo, uma mulher, faleceu conversando com ele. O desespero em seus olhos, a dor de uma perda que não era e era dele foi indescritível. “Para morrer, basta estar vivo”, disse ele.
Fiquei tão revoltada. Fazemos tudo direitinho, não dirigimos embriagados, pagamos nossos impostos, vivemos a nossa vida, quietos, lutando pela nossa felicidade. Ai vem uma pessoa sem noção e ameaça acabar com tudo. Com nossos sonhos, nossos sentimentos, nosso bem maior, a vida!
Falei a verdade, pra mãe da Cris, pros policiais, CET e quem mais perguntasse. Vimos, socorremos, chamamos resgate! Ela tem que responder pela sua irresponsabilidade. Naquele momento, a lição era somente pra ela. E se nao fosse?
Um segundo! Tem mudanças na vida que demoram anos e anos para acontecer e outras que acontecem em segundos.
A vida da Cris mudou em segundos. De chegar em casa bêbada, e dar risada no dia seguinte com as amigas, ela mudou o seu destino. A vida do Daniel mudou. Ter que reviver uma situação traumática e lidar com isso mais uma vez. Lembranças...
E a minha vida também mudou. Custei a dormir mesmo com o sono que estava. Fechava os olhos e via o carro ultrapassando, cruzando a pista e indo de encontro ao poste. E o barulho, vidros quebrados, lataria distorcida. E a sensação que a vida é muito frágil. E que um segundo pode custar sonhos, planos.
E olhei pro meu lado. Meu namorado, amor da minha vida, assustado. Só de imaginar que algo de ruim pode acontecer com ele já me desespero. Posso suportar as minhas dores, mas ver as pessoas que eu amo sofrendo, despedaça a minha alma. Temos tanto o que viver ainda....
Que a Cris aprenda. Que se recupere a entenda o aprendizado de ter a vida ameaçada por um instante. E que Deus nos abençoe para estarmos isentos do ato de irresponsabilidade dos outros. Amem!
O resgate demorou exatos 30 minutos pra chegar. 30 minutos. Os policiais chegaram rápido, o CET também... mas o resgate... o trabalho deles foi muito rápido. Em 10 minutos a Cris estava dentro da ambulância, imobilizada, indo pro hospital, para seu teste de álcool no sangue e para um pesadelo certo, processo, recuperação, e dores de cabeça plantados pela sua irresponsabilidade. Ela estava a 1 km de sua casa. Dois segundos.
No carro que primeiro a socorreu estava Daniel, um policial em folga, com duas amigas. Após o susto inicial e resgate, ficamos conversando. Ele tinha presenciado um acidente parecido, há uns meses atrás e a pessoa que estava dirigindo, uma mulher, faleceu conversando com ele. O desespero em seus olhos, a dor de uma perda que não era e era dele foi indescritível. “Para morrer, basta estar vivo”, disse ele.
Fiquei tão revoltada. Fazemos tudo direitinho, não dirigimos embriagados, pagamos nossos impostos, vivemos a nossa vida, quietos, lutando pela nossa felicidade. Ai vem uma pessoa sem noção e ameaça acabar com tudo. Com nossos sonhos, nossos sentimentos, nosso bem maior, a vida!
Falei a verdade, pra mãe da Cris, pros policiais, CET e quem mais perguntasse. Vimos, socorremos, chamamos resgate! Ela tem que responder pela sua irresponsabilidade. Naquele momento, a lição era somente pra ela. E se nao fosse?
Um segundo! Tem mudanças na vida que demoram anos e anos para acontecer e outras que acontecem em segundos.
A vida da Cris mudou em segundos. De chegar em casa bêbada, e dar risada no dia seguinte com as amigas, ela mudou o seu destino. A vida do Daniel mudou. Ter que reviver uma situação traumática e lidar com isso mais uma vez. Lembranças...
E a minha vida também mudou. Custei a dormir mesmo com o sono que estava. Fechava os olhos e via o carro ultrapassando, cruzando a pista e indo de encontro ao poste. E o barulho, vidros quebrados, lataria distorcida. E a sensação que a vida é muito frágil. E que um segundo pode custar sonhos, planos.
E olhei pro meu lado. Meu namorado, amor da minha vida, assustado. Só de imaginar que algo de ruim pode acontecer com ele já me desespero. Posso suportar as minhas dores, mas ver as pessoas que eu amo sofrendo, despedaça a minha alma. Temos tanto o que viver ainda....
Que a Cris aprenda. Que se recupere a entenda o aprendizado de ter a vida ameaçada por um instante. E que Deus nos abençoe para estarmos isentos do ato de irresponsabilidade dos outros. Amem!

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