segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Fragilidade de um momento!

A vida é muito frágil. Tantas e tantas coisas acontecem que mudam completamente o rumo das coisas... O mundo é muito dinâmico, em um momento estamos sentados vivendo uma vida e muda! As vezes, muda porque queremos que mude. Outras porque tem mudar.

Estou bem acostumada a lidar com mudanças. Minha psicóloga me chama de camaleoa. Alem de mudar com uma facilidade e uma velocidade impressionante, tenho uma capacidade adquirida de me adaptar as mudanças. Umas mais rápidas que as outras, umas menos doloridas que as outras. Sou aluna aplicada do universo, ou o mais perto disse que podemos nos tornar.

A lição do momento é paciência. Já ouvi isso de tantos diferentes lados, pessoas, planos, que encarei como deve ser encarado. Paciência “é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo” (Dicionário da Wikipédia). “Virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes sem revoltas (Jô 36:2 Biblia).

Ok, se a lição é paciência... aceito!

A fragilidade de um momento

Ontem estava voltando pra casa com meu lindo namorado, após um final de semana delicioso quando um carro passou em alta velocidade por nós. Segundos mais tarde, na curva, o carro saiu, atravessou a outra pista e bateu no poste. Isso tudo diante de nossos olhos, na Avenida Interlagos.

Paramos o carro, outro carro estava do lado da Avenida que foi o acidente, enquanto ligávamos para o bombeiro e atravessávamos a rua, a motorista, Cris, uma menina de uns 25 anos conversava. Visivelmente embriagada, seu nariz sangrava, mas ela estava aparentemente bem.

Ficamos conversando com ela, para acalmá-la (se para mim foi assustador, imagine pra ela). Não podíamos tocá-la, nem fazer nada a não ser esperar. Alguns minutos depois chega sua mãe. E ela diz: “ele fugiu. O carro que bateu em mim fugiu”. Ela estava sozinha. Deu sorte de não pegar nenhum carro, nem motoboy, e ela mesma de estar razoavelmente bem. O carro? Perda Total. A roda pra um lado, tudo destruído.
O olhar da mãe da Cris também não sai da minha cabeça. Ela chegou, parou o carro e veio andando em câmera lenta na direção do carro. Achei que ela fosse desmaiar. Branca, assustada. Peguei em sua mao e disse que a Cris estava bem, que ela poderia vir. Eu me imaginei na situação dela. E a sua filha. Ameaçada de perigo. Num carro distorcido. Medo! Senti isso em seus olhos.

O resgate demorou exatos 30 minutos pra chegar. 30 minutos. Os policiais chegaram rápido, o CET também... mas o resgate... o trabalho deles foi muito rápido. Em 10 minutos a Cris estava dentro da ambulância, imobilizada, indo pro hospital, para seu teste de álcool no sangue e para um pesadelo certo, processo, recuperação, e dores de cabeça plantados pela sua irresponsabilidade. Ela estava a 1 km de sua casa. Dois segundos.

No carro que primeiro a socorreu estava Daniel, um policial em folga, com duas amigas. Após o susto inicial e resgate, ficamos conversando. Ele tinha presenciado um acidente parecido, há uns meses atrás e a pessoa que estava dirigindo, uma mulher, faleceu conversando com ele. O desespero em seus olhos, a dor de uma perda que não era e era dele foi indescritível. “Para morrer, basta estar vivo”, disse ele.

Fiquei tão revoltada. Fazemos tudo direitinho, não dirigimos embriagados, pagamos nossos impostos, vivemos a nossa vida, quietos, lutando pela nossa felicidade. Ai vem uma pessoa sem noção e ameaça acabar com tudo. Com nossos sonhos, nossos sentimentos, nosso bem maior, a vida!

Falei a verdade, pra mãe da Cris, pros policiais, CET e quem mais perguntasse. Vimos, socorremos, chamamos resgate! Ela tem que responder pela sua irresponsabilidade. Naquele momento, a lição era somente pra ela. E se nao fosse?

Um segundo! Tem mudanças na vida que demoram anos e anos para acontecer e outras que acontecem em segundos.

A vida da Cris mudou em segundos. De chegar em casa bêbada, e dar risada no dia seguinte com as amigas, ela mudou o seu destino. A vida do Daniel mudou. Ter que reviver uma situação traumática e lidar com isso mais uma vez. Lembranças...

E a minha vida também mudou. Custei a dormir mesmo com o sono que estava. Fechava os olhos e via o carro ultrapassando, cruzando a pista e indo de encontro ao poste. E o barulho, vidros quebrados, lataria distorcida. E a sensação que a vida é muito frágil. E que um segundo pode custar sonhos, planos.

E olhei pro meu lado. Meu namorado, amor da minha vida, assustado. Só de imaginar que algo de ruim pode acontecer com ele já me desespero. Posso suportar as minhas dores, mas ver as pessoas que eu amo sofrendo, despedaça a minha alma. Temos tanto o que viver ainda....

Que a Cris aprenda. Que se recupere a entenda o aprendizado de ter a vida ameaçada por um instante. E que Deus nos abençoe para estarmos isentos do ato de irresponsabilidade dos outros. Amem!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eu louvo a Dança!

Eu Louvo a Dança,
pois ela liberta as pessoas das coisas,
unindo os dispersos em comunidade.

Eu louvo a Dança
que requer muito empenho,
que fortalece a saúde,
o espírito iluminado e transmite uma alma alada.

Dança é mudança do espaço,
do tempo, do perigo contínuo de dissolver-see tornar-se somente cérebro,
vontade ou sentimentos.

A Dança requer o homem libertado,
ondulado no equilíbrio das coisas.
Por isso eu louvo a Dança.

A Dança exige o homemtodo ancorado em seu centro
para que não se torne,
pelos desejos desregrados, possesso de pessoas e coisas,
e arranca-o da demoniade viver trancado em si mesmo.

Oh Homem, aprende a Dançar!
Caso contrário, os anjos não saberão o que fazer contigo!"

Sto. Agostinho


Se existe uma coisa na vida que eu amo fazer é dançar. Essa é uma das grandes razoes da minha paixão por baladas. Dançar ate cair, pular, suar, sentir a musica e se deixar levar pelo ritmo, pela batida. Desde pequena eu danço. “My Mom used to say I was a dancer before I can walk”. Totalmente verdade. Minha primeira aula foi aos 3 anos de idade, como toda menininha, no Ballet. Depois no jazz, depois danças de salão, lambada, ai as baladas. Isso tudo ate eu me encontrar na dança do Ventre.

Comecei a fazer a dança do ventre há alguns anos, quando buscava resgatar a minha feminilidade. Estava vivendo um péssimo momento num relacionamento longo e sem nenhum futuro. Achei a escola, pesquisei e fui pra aula.

Na terceira aula quem entra na sala? Bubu, minha irmãzinha linda. E junto veio a Fabinha e a Dani. A nossa professora, a Renata, é uma das melhores bailarinas que eu conheço, a Renata é sensual na forma de andar. Passava pra nos, a suavidade da dança do ventre, o sensual sem ser vulgar, a forma de olhar pro publico, pro corpo. Aprendi tanto com essa bailarina linda e me inspiro nela até hoje, que tornou-se uma grande amiga!

Sempre curti e achei lindo, mas resolvi fazer e com a dança, alem de descobrir muito sobre mim, acabei me apaixonando! Pelo ritmo, pela cultura, pelos movimentos, pelo que a dança faz com você. O lance de se olhar no espelho a aula toda faz querer cuidar muito mais do corpo. A feminilidade dos movimentos torna uma pessoa mais leve e suave. A paciência pra aprender e determinação em saber dividir o quadril em muitas partes e que em nosso corpo tudo é separado: pés, pernas, quadril, cintura, barriga, braços, ombros, mãos peito, troco, cabeça....

Ai, o destino nos separou, a Re foi para BH, a Bru, a Fabinha e a Dani decidiram ir pra casa de cha e eu, como nunca gostei de lugares muito grande, com muitas alunas, fui pra Luxor. No primeiro dia de aula conheci a minha turminha, Isa, Josi, Clau, Claudineia, Gy! A Clau saiu, mas nos tornamos grandes amigas.

Tudo que envolve a dança é demais. As aulas, cada descoberta, passos novos, tremidos e quadris, e mãos e pescoços... incrível como meu corpo pode fazer coisas tão bacanas ao mesmo tempo. Todas as quinta-feiras, mais que dançar, criamos uma irmandade. Uma torce pela outra, pensamos juntas na roupa, cabelo, solos...

Meses e meses pensando na apresentação, ensaios, roupa, medidas, solo.... e tudo passa tão rápido. Alguns minutos e acaba!

Mas a sensação pré-palco, nos arrumar juntas, fotos de making off, passar a coreô minutos antes, backstage, “divirtam-se”!!! Passa muito rápido, “sorriam e aproveitem”!

A cumplicidade no palco é o segredo! È so olhar pro lado a amiga estará ali, sorrindo e apoiando. Aiii... dança... paixão que vem da alma! Como faz bem, como me deixa leve, livre, feliz. É o momento de por pra fora essa paixão, a dedicação, sentir a musica e se deixar levar pela emoção.

Errou? Faz parte, improvisa. Deixa o coração pulsar nos quadris, barriga, braços e mãos. Deixar a musica levar para onde eu permitir. O céu é o limite. É uma espécie de transe compartilhado com o publico. Tipo: “caramba, olhem pro meu quadril, como foi difícil conseguir executar esse movimento. Mas estou aqui, feliz em conseguir e dividindo com vocês”.

E agora, após mais uma apresentação estou eu ouvindo meus muitos CDs de musica árabe e deixando as melodias me levarem. A que me emocionar com mais intensidade, a que eu me identificar no momento será a do próximo solo!

“Oh, Homem, aprende a dançar!” e deixe os anjos cuidarem de ti. No tempo, espaço e momento!

Ontem... Avançado, Andaluz!

Decidimos que dançaríamos andaluz logo no começo do curso. Eu sempre tive um desejo enorme em misturar Flamenco com Dança do Ventre. Adoro o ritmo dos dois. E assim fizemos. Com todas as confusões de roupa, ensaios, jogo de futebol, unha machucada e pescoço torcido, apresentamos.

E além das minhas queridas amigas de dança, tenho que agradecer a minha platéia. Algumas sempre fieis, Lulu e Van. Sempre, em todas!

Meu pai, adorei ele ter ido. Ele curtiu mais que eu, adorou o show, as roupas, tanta mulher dançando rs.

Minhas amigas lindas, Tatá, Rezinha, Clau, e Sil. Obrigada queridas rs. Amo muito, os aplausos de vocês são audíveis la de cima, tenham certeza!

E meu lindo namorado, a partir de agora platéia definitiva, pra toda vida. Ele que agüentou meus ensaios, minha ansiedade, piriris, musica e no solo! Seu olhar é como um empurrão. GO, Babe, I Will be there for you. And I Will be here for you. Forever and ever!

Portanto, após ouvir o aplauso de vocês la de cima, e me emocionar com os olhares e sorrisos, segue o meu aplauso! Obrigada!

terça-feira, 2 de junho de 2009

How wonderful life is.... now you're in my world!

Existem momentos na vida que desejamos que o tempo pare! Momentos de alegria, de plenitude tão completa que a sensação é que nada existe a não ser o presente momento!

Após tantas indas e vindas que vivi estou agora em um caminho sem volta (com toda a graça do barbudinho!)! Amor! Puro, simples e verdadeiro. Quatro letras, tantos poemas e letras de musica. Amor! Em italiano Amore, Frances Amour. Nas nossas duas línguas preferidas, cinco letras. Cinco letras de meu nome, seu nome! Amor!

Um amor sem cobrança, sem medo, intenso e tranqüilo. Uma liberdade que faz querer estar cada segundo juntos, nos sentindo dois adolescentes. Completar as frases, adivinhar pensamentos, gostar das mesmas coisas... planos e planos, juntos sempre juntos. Pra sempre. I cant wait for the rest of my life. I finaly found THE ONE. My life has just begun.

Sonhos e sonhos. Família, sobrinhos, viagens, amigos, filmes! Futuro. Que delicia. Agora eu sei realmente o que significa tudo o que procurei na vida! Agora tudo faz sentido. Tudo que tive que viver, que tive que sentir, as pessoas que passaram, as experiências, lagrimas....

Amar, verbo transitivo direto. Dançar na cozinha, ficar abraçados, cantar um pro outro, dividir os sobrinhos, estar com as familias...

How wonderful life is... now you’re in my world. E acima de tudo….

Theres only us,
Theres only this,
Forget, Regret or life is yours to miss.
No other road,
No other way,
No day but today.